Familiares pedem libertação de reféns na Colômbia

Familiares de dezenas de policiais, militares e políticos seqüestrados pelas Farcs realizaram nesta quinta-feira uma peregrinação para que seus parentes sejam libertados.Os familiares foram até a igreja de Monserrate, que fica em cima de uma montanha que cerca a capital colombiana, Bogotá. Eles carregavam bandeiras brancas e fotos dos parentes e pediam "vivos eles foram levados, vivos nós os esperamos"."Pretendemos pedir a Deus para que mude um pouco a mentalidade de guerra dos dois lados", expressou Yolanda Pulecio, mãe da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, referindo-se as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e ao governo colombiano.Em entrevista à AP, Pulecio informou que aumentaram as súplicas para que "possa haver um acordo humanitário e que todos os seqüestrados sejam libertados com vida".Ela também criticou a recompensa de cinco milhões de pesos que o presidente Alvaro Uribe está oferecendo para quem der informações que levem até os seqüestrados. "Eu não posso entender até onde chega a falta de coração do presidente. Me dói ter um presidente tão desalmado", disse Pulecio.As preocupações com a situação dos seqüestrados aumentaram após o rompimento do acordo entre o governo e as FARCs na sexta-feira, 20, que previa a troca de 62 reféns por guerrilheiros presos. O presidente Alvaro Uribe ordenou às Forças Armadas que os resgatassem pela via militar. A quebra do acordo aconteceu depois da explosão de um carro bomba deixar 23 feridos em um complexo militar da capital na quinta-feira (19). O ataque foi atribuído a guerrilha.

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