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Famílias compram presentes, na esperança de que parentes sejam soltos

Os parentes dos três reféns das Farc que podem ser soltos a qualquer momento estão comprando presentes na esperança de que eles passem o primeiro Natal juntos em anos. Patricia Perdomo disse no sábado que espera que sua filha de dois anos possa se encontrar com a avó, a ex-deputada Consuelo González Perdomo, seqüestrada pela Farc há mais de seis anos. Segundo Patricia, embora seus irmãos tenham comprado pijama e lembranças para a mãe, eles preferem esperar sua chegada para dar-lhe outros presentes. "Assim podemos fazer compras juntas", disse. No cativeiro desde 2002, Clara Rojas, assessora da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, também deve ser libertada, junto com Emmanuel, o filho que teve com um guerrilheiro no cativeiro. A mãe de Clara, que também se chama Clara, disse estar otimista e contou que comprou roupas e um bichinho de pelúcia para o neto que ela nunca viu e que agora teria quase quatro anos. "Comprei um coelhinho de brinquedo para Emmanuel. Todos estão enviando presentes para ele. Estou empolgada", disse Clara, de 77 anos. "Foi uma longa estrada, mas parece que agora é o fim", prosseguiu Clara, acrescentando que inscreveu sua filha de 44 anos de volta no seu plano de saúde, para cobrir os tratamentos médicos que ela ou seu filho possam precisar.A mãe da assessora de Ingrid assegurou que não tem ressentimento em relação ao rebelde das Farc que é pai de seu neto Emmanuel. "Não tenho reservas ao fato de ele ser um guerrilheiro", disse em entrevista ao jornal colombiano El Tiempo. "Ele é um ser humano e considero como parte da minha família todos os seres humanos que se aproximam de alguém da minha família ."APELO A URIBEEm Paris, os filhos de Ingrid Betancourt insistiram com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para que chegue a um acordo com as Farc. "De uma hora para a outra, as coisas começaram a avançar", disse Mélanie, a filha de Ingrid, acrescentando que a necessidade de ação é, agora, mais urgente que nunca. "O dia em que eles forem libertados, o mundo não poderá negar que as Farc terão feito um gesto humanitário de boa vontade. Nesse momento, será necessário que o presidente colombiano reconheça que o desfecho depende dele", acrescentou Mélanie.

O Estadao de S.Paulo

23 de dezembro de 2007 | 00h00

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