Famílias coreanas se reencontram pela 1ª vez desde 2010

Dezenas de idosos norte e sul-coreanos separados há seis décadas se encontraram nesta quinta-feira, chorando e se abraçando em meio a muita emoção. As reuniões acontecem pela primeira vez desde 2010, durante um raro período de calma entre as duas Coreias.

Agência Estado

20 de fevereiro de 2014 | 10h57

Cerca de 80 sul-coreanos viajaram debaixo de neve com seus familiares para a montanha Kumgang (Diamante), resort da Coreia do Norte para encontrar crianças, irmãos, irmãs, esposos e outros parentes. Seul disse que cerca de 180 norte-coreanos eram esperados para as reuniões.

A TV sul coreana mostrou mulheres idosas usando coloridos vestidos tradicionais abraçando familiares, trocando fotografias de parentes que não puderam ir ou já morreram. Dois homens de terno de gravata limpavam suas lágrimas e se abraçavam.

Essas reuniões, as primeiras a acontecer em mais de três anos por causa das tensões entre as duas Coreias, são um lembrete de que apesar de 60 anos de animosidades, desentendimentos, ameaças e trocas ocasionais de artilharia, a fronteira mais armada do mundo divide um único povo.

Esses coreanos que conseguem se encontrar com parentes fazem parte de um grupo pequeno. Milhões de pessoas foram separadas de seus entes queridos pelo tumulto e derramamento de sangue dos três anos de guerra que terminaram em 1953. Durante um período prévio de reaproximação entre os dois países, cerca de 22 mil participaram de breves encontros, 18 mil pessoalmente e os demais por vídeo. Ninguém teve uma segunda chance de reencontro, disse Seul.

As reuniões são divididas em duas partes. Os encontros desta quinta-feira se encerram no sábado. Um segundo grupo de cerca de 360 norte-coreanos planeja visitar o resort no domingo para se encontrarem com 88 cidadãos norte-coreanos idosos. Essas reuniões terminam na terça-feira.

Em Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, muitas pessoas ouviram falar das reuniões pela televisão ou outros meios de comunicação. "Eu espero desesperadamente pela reunificação. Temos o mesmo sangue e unir essas famílias novamente ajudará a reunificação nacional", disse Jang Hye Sun. De 63 anos. Fonte: Associated Press.

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