Famílias de cidade chinesa poderão ter apenas um cão

A cidade chinesa de Xangai adotou a política do "cachorro único" ao aprovar uma lei que limita a um o número de cães permitidos por residência. A medida é uma tentativa de conter a crescente popularidade do melhor amigo do homem na principal metrópole da China.

AE, Agência Estado

24 de fevereiro de 2011 | 17h51

A lei passará a valer em 15 de maio, disse hoje um funcionário do governo ao jornal oficial China Daily. Pela lei, os proprietários de cães devem doar seus filhotes a moradores que se enquadrem nas regras, e não tenham cachorros, ou a agências de doação aprovadas pelo governo, antes dos filhotes completarem três meses. Qualquer pessoa que já tenha dois ou mais cachorros registrados poderá mantê-los, diz o diário.

A posse de cães tem aumentado juntamente com a crescente classe média chinesa. Alguns funcionários estimam que a população de cães de Xangai é de 800 mil, embora apenas um quarto desse número seja de cachorros registrados. O governo havia dito que uma regulação mais dura era necessária por causa dos latidos, detritos não recolhidos e o crescente risco de ataques, que afetam as condições ambientais e sanitárias da cidade.

Em 2009 havia cerca de 58 milhões de cães de estimação nas 20 maiores cidades chinesas, número que tem subido cerca de 30% ao ano, segundo pesquisa realizada pela revista Dog Fans. De acordo com estimativas, os proprietários de bichos de estimação na China gastam US$ 2 bilhões ao ano com seus animais, segundo Per Lyngemark, fundador do site Petizens.com, sediado em Xangai, uma espécie de Facebook dedicado a animais de estimação. As informações são da Dow Jones.

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