Famílias de cientistas do Irã processam Israel e EUA

Os familiares dos cientistas nucleares iranianos assassinados nos últimos anos em circunstâncias misteriosas decidiram mover um processo contra Israel, Estados Unidos e Grã-Bretanha por considerarem que há envolvimento desses países nas mortes de seus entes queridos. O anúncio foi feito pelos familiares dos cientistas mortos durante entrevista coletiva concedida em Teerã.

AE, Agência Estado

15 de agosto de 2012 | 11h57

Rahim Ahmadi Roshan, pai do químico Mostafa Ahmadi Roshan, disse hoje que as famílias pediram ao Poder Judiciário iraniano que leve a demanda aos órgãos internacionais competentes e que os envolvidos sejam levados à justiça. "Nós pedimos o indiciamento do regime sionista e das potências arrogantes", declarou Roshan a jornalistas, em referência aos governos israelense, norte-americano e britânico.

Mostafa Ahmadi Roshan era diretor da unidade de enriquecimento de urânio da usina nuclear de Natanz, na região central do Irã. Ele foi um dos cinco cientistas nucleares iranianos assassinados desde 2010. O governo iraniano acusa Israel, EUA e Grã-Bretanha de envolvimento nas mortes. Washington e Londres negaram envolvimento. Tel-Aviv não se pronuncia oficialmente sobre o assunto.

Segundo Teerã, trata-se de uma campanha para sabotar seu programa nuclear. Os EUA e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã desenvolva em segredo um programa nuclear bélico. O Irã sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades pacíficas, como a geração de energia elétrica e o desenvolvimento de isótopos medicinais, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário. As informações são da Associated Press.

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