Famílias de vítimas do 11 de Setembro apoiam mesquita em Nova York

Grupo de 40 pessoas defende a liberdade de religião e não condena centro islâmico no Marco Zero

AE-AP, Agência Estado

25 de agosto de 2010 | 19h02

 

 

NOVA YORK- O projeto de construção de uma mesquita e um centro islâmico a alguns quarteirões de onde ficava o World Trade Center, em Nova York, no chamado marco zero, está recebendo um novo impulso de um grupo de apoiadores que inclui famílias de vítimas dos ataques de 11 de Setembro.

O  grupo Vizinhos de Nova York pelos Valores Americanos se reuniu pela primeira vez nesta quarta-feira, 25, num prédio da prefeitura perto do local. Talat Hamdani disse que seu filho, que era muçulmano e paramédico, deu sua vida no dia 11 de setembro de 2001 para salvar a vida de americanos e seus valores, dentre eles a liberdade de religião.

O grupo formado por integrantes de 40 organizações civis e religiosas pretende fazer uma vigília à luz de velas nas proximidades do marco zero no dia 10 de setembro, véspera do aniversário dos ataques.

A diretora-executiva da filial de Nova York do grupo de direitos civis Common Cause (Causa Comum), Susan Lerner, disse que a controvérsia sobre o centro cultural islâmico foi alavancada por "políticos irresponsáveis" que usaram a questão de forma eleitoreira.

 

Críticas

 

O projeto de construção despertou críticas dos familiares das vítimas dos atentados de 2001, realizados por fundamentalistas islâmicos. Eles consideram o local sensível para a construção do centro e acreditam que erguê-lo ali seria um ato de desrespeito.

 

O complexo de 13 andares que está sendo construído foi orçado em US$ 100 milhões. O centro terá uma mesquita, estações culturais, áreas esportivas e outros espaços públicos.

 

O governo do Estado de Nova Jersey já ofereceu um terreno longe do Marco Zero para a construção do centro. Os idealizadores do projeto, porém, alegam que ele atenderia a comunidade de Manhattan e descartaram levá-lo para outro lugar.

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