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Famílias pedem para jovens britânicas que fugiram para a Síria voltarem

Três adolescentes desapareceram na semana passada e, segundo autoridades, embarcaram em um voo para Istambul 

O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2015 | 13h36


LONDRES - As famílias de três adolescentes britânicas que viajaram para a Síria para se juntar ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) fizeram nesta segunda-feira, 23, uma declaração pública pedindo que elas voltem para casa. A polícia procura as três garotas na Turquia e ainda não tem nenhuma pista do paradeiro delas.

As garotas, estudantes da mesma escola no leste de Londres, desapareceram na terça-feira 17 e não deixaram nenhuma mensagem. Segundo as autoridades, elas embarcaram em um voo para Istambul.

Os parentes de Shamima Begum e Amira Abase, as duas de 15 anos, e Kadiza Sultana, 16 anos, demonstraram choque e medo durante entrevistas para a mídia britânica. "Nós sentimos sua falta. Não paramos de chorar. Por favor, pense melhor, não vá para a Síria" disse Abase Hussen, pai de Amira.

A história teve grande repercussão na Grã-Bretanha, onde as autoridades estão preocupadas com os cidadãos que viajam para a Síria para se unir ao EI. De acordo com dados oficiais, pelo menos 500 pessoas foram para a Síria com esse objetivo.

As autoridades foram criticadas após a divulgação de que, antes das garotas desaparecerem, uma delas, Shamima Begum, teve contato online com Aqsa Mahmood, uma menina que viajou para a Síria em 2013 para se tornar uma "noiva da jihad".

O advogado da família de Aqsa Mahmood, Aamer Anwar, disse que a polícia falhou em se engajar com as famílias e as comunidades. "Eu não entendo como isso não é considerado um caso de proteção à criança. Essas meninas foram manipuladas nas redes sociais. Elas foram traficadas", disse.

De acordo com as famílias, as meninas não mostravam interesse em grupos extremistas e tinham planos de viajar para fora do país. A polícia declarou que as garotas foram interrogadas em 2014 devido ao desaparecimento de uma amiga delas, mas nada sugeriu que elas estavam em risco. /AP

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