REUTERS/Neil Hall
REUTERS/Neil Hall

Famílias recorrem às redes sociais na tentativa de encontrar parentes desaparecidos após incêndio

Pessoas desesperadas usam Facebook e Twitter em busca de informações de alguns moradores do edifício que pegou fogo em Londres

O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2017 | 09h43

LONDRES - Parentes das vítimas do incêndio em um prédio residencial em Londres estão recorrendo às redes sociais nesta quinta-feira, 15, em uma tentativa de localizar seus entes queridos que continuam desaparecidos após o incidente, no qual pelo menos 17 pessoas morreram.

As plataformas Facebook e Twitter estão lotadas de pedidos desesperados de pessoas em busca de notícias de alguns dos moradores do edifício de 24 andares que sofreu um incêndio de grandes proporções na noite de terça-feira. As causas do incidente ainda são desconhecidas.

O deputado trabalhista David Lammy, do distrito londrino de Tottenham, postou em sua conta no Twitter uma mensagem solicitando qualquer informação sobre Khadija Saye, uma fotógrafa de 24 anos que vivia no imóvel e teve seu trabalho exposto recentemente na Bienal de Veneza.

O cidadão Adam Smith também recorreu ao Twitter em busca de informações sobre sua mãe, a octogenária Sheila, que vivia no apartamento 132 do edifício incendiado, e de quem não tem notícias desde o acidente.

No Facebook, amigos e parentes de outro morador da torre, Tony Disson, fizeram um apelo para tentar localizá-lo. Seu filho, Lee, escreveu: "Se alguém viu meu pai, Tony Disson, por favor, entre em contato. O meu coração está com todas as pessoas da Torre Grenfell".

A família da estudante Jessica, de 12 anos, que também está desaparecida desde o incêndio, tenta encontrar a menina, que acabou se separando de seus parentes durante o incidente.

Sua tia, Ana Ospina, disse para veículos da imprensa britânicos que percorreu os hospitais de Londres, onde os feridos estão sendo tratados, em busca de sua sobrinha, que foi aparentemente levada pelos médicos em uma ambulância.

Os bombeiros de Londres, por sua vez, mobilizaram mais de 250 efetivos para os trabalhos de resgate e extinção das chamas, e admitiram que "desconhecem" o número exato de desaparecidos. Eles também afirmaram que não têm mais esperanças de encontrar alguém com vida no interior do imóvel incendiado.

Até o momento, 17 pessoas morreram e 34 estão hospitalizadas, 17 delas em estado crítico, de acordo com os serviços de emergência. No edifício, que possuía 120 apartamentos, viviam entre 400 e 600 pessoas. / EFE

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