Press TV/Reuters
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Famosos pedem libertação de Sakineh em carta a Ahmadinejad

Mais de 80 atores, músicos, artistas e políticos dizem que iraniana 'já sofreu demais'.

BBC Brasil, BBC

13 de dezembro de 2010 | 12h48

Algumas das personalidades mais famosas do mundo divulgaram uma carta aberta pedindo a libertação da iraniana sentenciada à morte por apedrejamento. "Sakineh Mohammadi Ashtiani já sofreu demais", diz a carta, assinada por mais de 80 artistas, acadêmicos, políticos e atores, entre eles o diretor brasileiro Fernando Meirelles, Robert de Niro, Sting, Robert Redford, Juliette Binoche, Mia Farrow, os escritores V. S. Naipaul e Wole Soyinka e o líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Miliband.

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"Forçado por pressão internacional a suspender sua execução por apedrejamento por um suposto adultério, o governo iraniano agora tenta ressuscitar a acusação de que ela assassinou seu marido, acusação pela qual ela já foi julgada", diz a carta.

"Ela já passou cinco anos na prisão e recebeu 99 chibatadas, enquanto o homem que foi condenado pelo assassinato de seu marido, e com quem ela supostamente teria tido um caso, está agora em liberdade, tendo sido perdoado pelos filhos da senhora Ashtiani."

'Documentário'

A carta endereçada ao aiatolá Ali Khamenei e ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pede ainda a libertação imediata de Sakineh e também de seu filho Sajad Ghaderzade e seu advogado Javid Houtan Kian, presos por terem divulgado o caso para a mídia ocidental.

Na sexta-feira, o canal de TV estatal iraniano Press TV exibiu um "documentário" sobre o caso. Sakineh teria sido tirada de sua cela e levada para casa para filmar uma "reconstituição" do assassinato de seu marido, em 2005.

Nas imagens, uma mulher identificada como Sakineh conta que foi contatada por um parente chamado Isa Taheri, concordou em encontrar com ele em um parque, começou um caso com ele e finalmente aceitou ajudá-lo quando ele telefonou um dia dizendo que queria matar seu marido.

Ativistas contra a condenação de Sakineh dizem que ela foi coagida a participar das gravações, assim como em "confissões" televisadas transmitidas anteriormente pelo canal estatal.

 

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