FAO faz apelo para levantar US$ 77 mi para Sudão do Sul

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou um apelo urgente na quarta-feira para levantar US$ 77 milhões para o Sudão do Sul, ameaçado por uma grave crise de falta de alimentos com o esgotamento dos estoques de commodities do país.

Agência Estado

06 de fevereiro de 2014 | 11h36

A FAO destacou que 3,7 milhões de pessoas "estão enfrentando agora níveis agudos ou emergenciais de insegurança alimentar" e 7 milhões de pessoas "estão em risco de algum nível de insegurança alimentar na mais nova nação do mundo".

Acredita-se que milhares de pessoas tenham sido mortas no Sudão do Sul durante confrontos entre as forças leais ao presidente Salva Kiir e uma coalizão de desertores do exército e milícias étnicas. Nas últimas seis semanas, 870 mil pessoas fugiram de suas casas. "O Sudão do Sul já foi palco de uma das maiores operações humanitárias do mundo antes de o confronto começar, e a situação está se deteriorando rapidamente", disse Sue Lautze, chefe do escritório da FAO no país.

"Mercados entraram em colapso, a infraestrutura está danificada, comerciantes estrangeiros fugiram, corredores de abastecimento de commodities foram interrompidos pela violência, e as populações rurais não conseguem levar as colheitas, o gado e peixes para vender no mercado", afirmou Sue. A FAO disse que pede US$ 77 milhões "para segurança alimentar crítica... Já que os preços de alimentos básicos subiram e produtos básicos acabaram".

O diretor da divisão de emergência e reabilitação da FAO, Dominique Burgeon, disse que corredores de suprimento foram interrompidos ou paralisados completamente em muitas áreas do país, que não tem saída para o mar. "Agricultores precisam de assistência urgente para acessar insumos agrícolas vitais a tempo. Perder a temporada de plantio principal terá repercussões graves sobre a produção e disponibilidade de alimentos no país em 2014 e 2015", afirmou. "A violência continuada está obviamente dificultando a resposta humanitária, mas a FAO vai trabalhar com parceiros locais em campo para obter suprimentos vitais para criadores de animais, pescadores, agricultores e populações urbanas do país que estão em situação vulnerável", acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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