FAO pede ajuda urgente para Haiti após furacões

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) lançou hoje um apelo para conseguir US$ 10,5 milhões para ajudar o Haiti. O país ficou com grande parte de suas terras agrícolas inundadas, após a passagem de quatro tormentas tropicais. O país sofreu com as tempestades Fay, Hanna, Gustav e Ike, em uma rápida sucessão, durante o período mais importante de crescimento das colheitas. Como resultado, toda a produção dessa safra foi perdida ou seriamente afetada.Os fundos servirão para restabelecer os meios de subsistência dos camponeses, reativar a produção de alimentos e combater a propagação de doenças em animais, informou um comunicado do órgão da ONU. Segundo avaliações ainda não concluídas, o dano no setor agrícola se estende por nove dos dez departamentos (Estados) do país. As colheitas de milho, sorgo, feijões, mandioca e batata, assim como as plantações de bananas, foram destruídas pelas inundações, pela erosão e pelos deslizamentos.Mais de dois mil cabeças de gado se afogaram e é necessário reconstruir quilômetros de canais de irrigação e drenagem, bem como numerosas infra-estruturas rurais. Rodovias e instalações elétricas do país também foram destruídas. Esse é um fator que complica a recuperação do setor agrícola e a comercialização de seus produtos. Teme-se que os principais afetados sejam os pequenos agricultores. Esse fator deve gerar graves problemas para a população em geral, sobretudo os mais pobres.Os furacões tiveram um grande impacto sobre os camponeses e as comunidades rurais no Haiti. Mais de 50 mil pessoas perderam o acesso a suas fontes usuais de alimentos e também seus meios de subsistência. O Haiti é o país mais pobre do hemisfério ocidental e já sofre com uma falta crônica de alimentos para parte da população. A situação ainda é agravada pelas altas dos preços dos alimentos no mundo todo.

AE-AP, Agencia Estado

11 de setembro de 2008 | 16h53

Tudo o que sabemos sobre:
ONUajudaHaiti

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.