Farc aceitam protocolos de segurança para libertação de cinco reféns

Governo colombiano aguarda grupo dar coordenadas para realizar resgate

Efe

28 de janeiro de 2011 | 13h00

BOGOTÁ - A guerrilha das Farc aceitou os protocolos de segurança para a anunciada libertação incondicional de cinco sequestrados, informaram nesta sexta-feira, 28, fontes da organização Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP).

 

Neste momento acontece uma reunião entre a ex-senadora Piedad Córdoba, líder da CCP, e representantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e do governo para iniciar a missão que recolherá os cinco reféns assim que as Farc derem as coordenadas, segundo a imprensa local.

 

Para os guerrilheiros era "fundamental" a difusão desses protocolos porque, segundo eles, "o Exército intensificou suas operações nos possíveis palcos das libertações".

Os protocolos de segurança foram definidos em 11 de janeiro entre o governo colombiano e o CICV, e contemplam a suspensão, por 36 horas, de todas as operações militares nos lugares onde aconteçam as entregas dos cinco reféns.

Esta e outras medidas já foram aplicadas em libertações anteriores, nas quais, como agora, Brasil facilitou a logística emprestando helicópteros e tripulações.

Pouco antes de se conhecer que as Farc aceitam os protocolos, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse a emissoras locais em Paris, ao término de sua viagem pela Europa, que seu governo "facilitou tudo" para as libertações e que agora cabe à guerrilha dar as coordenadas para se recolher os sequestrados.

O presidente também exigiu do grupo rebelde que liberte "todos os sequestrados" que tem em seu poder.

No dia 8 de dezembro, as Farc anunciaram a libertação incondicional de cinco reféns, sequestrados entre 2007 e 2010, como "gesto de humanidade" em direção a a Córdoba, destituída de seu cargo de senadora por supostos nexos com essa guerrilha.

Os libertados serão o major da Polícia Guillermo Solórzano, o cabo do Exército Salín Sanmiguel, o marinheiro Henry López Martínez e os vereadores Marcos Vaquero e Armando Acuña.

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