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Farc anunciam cessar-fogo unilateral de um mês a partir do dia 20

Nova trégua foi proposta pelos guerrilheiros nesta quarta-feira, em Havana; na terça, o presidente Juan Manuel Santos havia proposto acelerar as negociações do cessar-fogo bilateral definitivo

O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 10h52

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta quarta-feira, 8, um cessar-fogo unilateral durante um mês a partir do próximo dia 20.

A guerrilha colombiana adotou essa decisão em resposta ao pedido de Cuba e Noruega, países fiadores da negociação com o governo, e de Venezuela e Chile, acompanhantes do processo de paz, para diminuir a intensidade do conflito, segundo uma declaração lida pelo número dois das Farc, Luciano Marín Arango, conhecido como "Ivan Márquez".

"Anunciamos nossa disposição de ordenar um cessar-fogo unilateral, a partir de 20 de julho, por um mês. Buscamos com isso gerar condições favoráveis para avançar com a outra parte na concretização do cessar-fogo bilateral e definitivo", destacaram as Farc em sua declaração. 

Na noite de terça-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, havia proposto acelerar as negociações do cessar-fogo bilateral para reduzir o conflito armado e a violência.

As declarações foram dadas em uma rodada de perguntas e respostas feita pelo presidente no Twitter para esclarecer as dúvidas dos colombianos sobre os diálogos que o governo mantém desde novembro de 2012 com o grupo guerrilheiro.

Questionado sobre que mensagem enviará aos países que apoiam o processo após o pedido pela diminuição da intensidade do conflito e para que o governo adotasse medidas para construir confiança entre as partes, o presidente defendeu acelerar as negociações sobre o cessar-fogo.

"Acolhemos o pedido ao redução do conflito com compromissos. Propomos acelerar a negociação do cessar-fogo definitivo", indicou o presidente, acrescentando, no entanto, que ainda é preciso avançar para que a medida possa ser iniciada.

"Para isso são indispensáveis a concentração dos guerrilheiros em determinadas regiões, assim como a verificação da cessação da atividade armada e a entrega de armas", completou.

Atualmente, o cessar-fogo bilateral é discutido em Cuba com a ajuda da Subcomissão Técnica para o Fim do Conflito, que assessora os negociadores colombianos em questões delicadas. Durante meses, o presidente insistiu que isso só ocorrerá quando o acordo de paz entre as partes for assinado de forma definitiva. / EFE

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