Farc anunciam que dois soldados serão libertados terça-feira

Guerrilha afirma esperar que operação ocorra 'sem atritos e com sucesso' para poder libertar general sequestrado há uma semana

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2014 | 14h48

HAVANA - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta segunda-feira, 24, que o protocolo para a libertação de dois soldados sequestrados no departamento de Arauca está "em andamento" e a previsão é que a entrega ocorra na terça-feira.

"Na madrugada de hoje (segunda-feira) foi ativado o Acordo Humanitário Especial, que amanhã devolverá a liberdade aos soldados profissionais Paulo César Rivera e Jonathan Andrés Díaz, de um lugar das savanas do Arauca", disseram os negociadores de paz da guerrilha em comunicado emitido de Havana, onde ocorrem as negociações de paz com o governo colombiano.

As Farc esperam que a operação "seja realizada sem atritos e com sucesso" e pediram ao Ministério da Defesa que atue com "prudência" para "não obstruir" a libertação do general Rubén Darío Alzate e dos outros dois sequestrados, um suboficial e uma advogada.

Os dois militares que serão postos em liberdade foram capturados em combate no dia 9 de novembro e permaneceram desde então em poder das Farc "em condição de prisioneiros de guerra", detalhou a guerrilha.

No mesmo comunicado, as Farc criticaram a presença militar nas regiões onde devem ser libertados o general Alzate, o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego, sequestrados há uma semana no departamento de Chocó, no noroeste do país. "Além de bombardeios, desembarques e sobrevoos de inteligência técnica, houve conflitos terrestres com a guerrilha", comunicaram as Farc.

Segundo a guerrilha, a operação "apresentada pelo Ministério da Defesa como medida para proteger a população, não passa de uma aventureira e arriscada tentativa de resgate do general e seus acompanhantes".

Alzate, comandante da Força de Tarefa Conjunta Titã, foi sequestrado no domingo 16 em Las Mercedes, um remoto povoado de Chocó, junto com Rodríguez e Urrego, o que levou o governo colombiano a suspender os diálogos de paz com as Farc.

Na terça-feira 18, as Farc admitiram ter os três sob seu poder e, após a mediação de Cuba e Noruega, países fiadores do processo de paz, prometeram libertá-los junto com os soldados Rivera e Díaz.

O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, disse que os negociadores de paz retornarão à capital cubana para retomar os diálogos com as Farc quando ocorrer a libertação general e dos outros sequestrados. /EFE

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