Jose Miguel Gomez /Reuters
Jose Miguel Gomez /Reuters

Farc começam a entregar explosivos à missão especial da ONU

Guerrilha havia se comprometido a repassar para as Nações Unidas dinamites, pavios, granadas, entre outros

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2016 | 12h09

BOGOTÁ - O alto comissário para a paz, Sergio Jaramillo, confirmou na quinta-feira que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) começaram a entregar explosivos à missão especial da ONU como foi estipulado nas negociações de paz.

"Tudo isto já começou, isso vai acontecer, e os responsáveis por informar, que são a missão política especial das Nações Unidas, vai fazê-lo", disse Jaramillo em declarações a jornalistas.

O comissário não deu detalhes sobre os explosivos entregues, mas veículos de imprensa locais informaram que a guerrilha havia se comprometido a entregar dinamites, pavios, granadas, entre outros.

Na segunda-feira, o governo colombiano e as Farc assinaram um acordo de paz que coloca um fim a mais de meio século de conflito armado. No entanto, ele depende da aprovação por consulta popular, que acontecerá por meio de um plebiscito no dia 2 de outubro.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, anunciou na segunda-feira que, com a assinatura da paz, ativou-se a missão política especial desse organismo para o monitoramento e verificação do cessar-fogo e a entrega de armas por parte da guerrilha.

Membros. As Farc contabilizam 5.765 membros armados, de acordo com dados publicados no âmbito do acordo de paz, disseram fontes militares na quinta-feira. O número foi divulgado em um fórum da Universidade Militar de Bogotá, pelo general Javier Flórez, chefe do Comando Estratégico de Transição (COET). O grupo foi criado pelo presidente colombiano Juan Manuel Santos com o objetivo de articular o caminho para o fim do conflito.

"Não é um número fechado e pode variar", esclareceram as fontes, a fim de preparar o pré-agrupamento dos rebeldes antes do início de sua concentração em 27 locais para seu desarmamento e posterior reinserção à vida civil. "Em 3 de outubro, têm de dar o número exato de combatentes armados."

Em relação a seu poderio militar, Flórez disse que a estimativa é que a guerrilha disponha de 14 mil fuzis e pistolas, além de 6 mil unidades de outro tipo de armamento, como granadas e morteiros. Desse arsenal, prevê-se a destruição de várias toneladas de explosivos antes de domingo. / EFE e AFP

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