FARC criticam ataques ao Afeganistão

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) rejeitaram a ofensiva global liderada por Washington contra o terrorismo e sua possível extensão ao território nacional, um dia antes de o presidente Andrés Pastrana viajar para Washington. "A resposta aos acontecimentos de 11 de setembro, que exigiam uma solução de ordem policial, em nenhum caso justificam uma agressão militar desproporcionada dos EUA e Grã-Bretanha da qual não compartilhamos, já que se trata de uma ação contra o empobrecido povo afegão que, além disso, ameaça estender-se a outros países, incluindo a Colômbia, sob o pretexto de uma luta contra o terrorismo", dizem as FARC em comunicado emitido nesta segunda-feira a partir da zona montanhosa da Colômbia. As FARC, assim como o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as paramilitares Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), estão incluídas na lista de organizações terroristas elaborada pelo Departamento de Estado. Em razão dos atentados de 11 de setembro, Washington endureceu sua posição diante desses grupos, anunciando sua intenção de obter a extradição de seus membros envolvidos no narcotráfico. A embaixadora americana na Colômbia, Anne Patterson, também informou sobre o interesse de seu país em colaborar com as unidades anti-seqüestro colombianas e as tropas que protegem a infra-estrutura energética do país. Leia o especial

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