AFP PHOTO / YAMIL LAGE
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Farc dizem que processo de paz se encaminha rumo ao acordo final

Em declaração no fim de mais um ciclo de negociação em Havana, chefe da delegação de guerrilheiros se diz 'otimista' e pede que partes usem 'bom senso' no caminho para a paz na Colômbia

O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2015 | 10h07

HAVANA - Os negociadores das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmaram no domingo, 30, que o processo de paz "se movimenta em direção ao acordo final" e apelaram ao "bom senso" das partes e ao "apoio decidido" das maiorias nacionais para abrir espaço ao entendimento.

"Estamos otimistas. Acreditamos que estamos em um bom caminho e que a Colômbia alcançará a paz", disse o chefe da delegação da guerrilha, Ivan Márquez (Luciano Marín Arango), em declaração lida para a imprensa ao fim de outro ciclo de negociações com o governo em Havana.

Conforme revelou Márquez, foram registrados "avanços" na "intensa" rodada que terminou hoje. As conversas serão retomadas em 11 de setembro.

No texto, as Farc manifestaram "satisfação" pelo reinício dos trabalhos de desativação das minas em El Orejón, no departamento de Antioquia, apesar de "a delicada situação de segurança que a interferência de paramilitares gerou na região".

Nesse sentido, um comunicado conjunto das delegações do governo e das Farc na Mesa de Diálogos informou que as operações de desativação de explosivos em El Orejón recomeçarão nesta segunda-feira.

O processo será retomado após os procedimentos operacionais aplicáveis ao projeto piloto de desativação e liberação de minas terrestres serem revisados e atualizados pelas Farc e pelo governo com o apoio da organização Ajuda Popular da Noruega.

Na declaração de fechamento de ciclo, a guerrilha pediu ao governo de Juan Manuel Santos para "atuar em conformidade" com o cessar-fogo unilateral declarado pelas Farc em 20 de julho e solicitou "racionalidade e coerência" ao Executivo para "conter a agressividade desnecessária de alguns controles em suas jurisdições".

"Devem procurar as condições para transformar isso em um cessar-fogo bilateral e no fim definitivo das hostilidades. O ideal é que tudo isso nos acompanhe até a assinatura do acordo final", disse Ivan Márquez.

No Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimento Forçado, as Farc ressaltaram a necessidade de pactuar o quanto antes compromissos na Mesa de Conversas de Havana que incluam a busca por desaparecidos na Colômbia. O grupo armado destacou que a Colômbia tem mais desaparições forçosas do que o total de desaparecidos nas ditaduras do Chile e Argentina. / EFE

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