Farc esperam que papa ajude a resolver conflito

Representantes do grupo e do governo colombiano discutem, em Havana, uma forma de encerrar o conflito que já dura meio século

Felipe Corazza, Enviado especial, O Estado de S. Paulo

20 Setembro 2015 | 09h12

HAVANA - O comando das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmou esperar que a visita do papa Francisco a Cuba seja também um impulso para as negociações de paz que ocorrem entre os guerrilheiros e o governo colombiano. Homens das Farc e representantes do presidente Juan Manuel Santos discutem, em uma mesa de diálogo estabelecida em Havana há três anos, uma forma de encerrar o conflito que já dura meio século.

Em artigo divulgado nesse sábado, o integrante de Secretariado da guerrilha Carlos Antonio Lozada pediu que os colombianos se inspirem no papa e na retomada do diálogo entre Cuba e os Estados Unidos, mediada por Francisco, para solucionar o confronto. No texto, Lozada afirma esperar que "essa visita papal possa nos trazer novamente uma mensagem de apoio nesse esforço pela paz".

"Estaremos atentos às palavras do papa Francisco, em cada um dos eventos e celebrações que presidirá, tanto em Cuba quanto nos Estados Unidos."

As Farc pediram ao Vaticano que Francisco se reunisse com seus representantes nas negociações de Havana durante a visita à capital cubana que começou nesse sábado. A Santa Sé, no entanto, descartou qualquer intenção de atender ao pedido da guerrilha colombiana, mas reafirmou total apoio às negociações do diálogo de paz.

Mais conteúdo sobre:
CubapapaFransciso

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.