AP Photo/Scott Dalton
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Farc expulsam cinco comandantes contrários ao acordo de paz

Guerrilheiros se recusavam a se desmobilizar; um deles participou das conversas realizadas por quatro anos em Havana

O Estado de S. Paulo

14 Dezembro 2016 | 17h35

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) expulsaram cinco comandantes que se recusaram a se desmobilizar e se unir ao processo de paz com o governo do presidente Juan Manuel Santos para encerrar mais de cinco décadas de guerra, disse a liderança da guerrilha.

Os cinco comandantes, todos de unidades presentes na floresta do sudeste do país, incluem um participante das conversas de paz realizadas durante quatro anos em Cuba.

"Esta decisão é motivada pela conduta recente deles, que contradiz nossa linha político-militar", informaram líderes das Farc em um comunicado divulgado no final da terça-feira 13. "Pedimos a todos os combatentes que foram induzidos a este caminho sem futuro para se distanciarem desta decisão equivocada tomada por seus comandantes", acrescentaram.

Os comandantes expulsos são o segundo grupo de rebeldes a declararem sua oposição ao acordo de paz, mediante o qual as Farc se converterão em um partido político desarmado. Em julho, um líder da Primeira Frente e alguns de seus combatentes deixaram o grupo em protesto contra o pacto.

Autoridades policiais e militares expressaram temores de que alguns guerrilheiros não se desmobilizarão e manterão o controle das operações lucrativas de cultivo de coca e tráfico de cocaína.

Um acordo de paz modificado, que foi delineado depois que a primeira versão foi rejeitada no plebiscito realizado em outubro, foi assinado pelo líder das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko, e pelo presidente Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para chegar ao entendimento. /REUTERS

 

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