Farc fazem apelo por diálogo com novo governo

O comandante da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Alfonso Cano, reiterou hoje que o grupo insurgente está disposto a dialogar com o novo governo colombiano.

AE-AP, Agência Estado

30 de julho de 2010 | 18h33

Cano, embora tenha dito que o presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, signifique a continuidade das políticas da "oligarquia", expressou sua confiança de que o futuro mandatário, que toma posse em 7 de agosto, "reflita" sobre os custos do conflito interno na Colômbia.

Em três vídeos, cada um com entre 11 e 12 minutos, e divulgados num site na internet da revista Resistencia, das Farc, Cano disse que no grupo "todos os guerrilheiros sabem, desde 1964, que defendemos a necessidade de conversar para dar saídas políticas à situações que estão gerando os conflitos armados".

"Então, o que estamos pedindo hoje novamente é: vamos conversar", disse Cano. A mensagem de Cano foi endereçada ao presidente eleito colombiano, à Colômbia e aos 12 países integrantes da União de Nações Sul-americanas (Unasul). Segundo ele, entre os temas que precisam ser conversados, estão a devolução de terras aos camponeses e o respeito aos Direitos Humanos no país.

O modelo de desenvolvimento econômico e político que a Colômbia adotou, e o acordo de cooperação militar assinado pelo presidente colombiano Alvaro Uribe com os Estados Unidos, no final do ano passado, também estariam em pauta. Cano disse que o acordo com os EUA é "indigno".

Tanto Uribe quanto Santos descartaram negociações com as Farc, alegando que os insurgentes usaram conversações com governos anteriores para aumentar sua capacidade militar e cometer delitos como sequestros.

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