Farc insistem em 'solução dialogada' no dia em que completam 47 anos

Guerrilha colombiana afirma que não desistiu de 'busca pela paz e justiça social'

Associated Press

30 de maio de 2011 | 17h48

BOGOTÁ - No dia em que completam 47 anos de fundação, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) divulgaram um comunicado nesta segunda-feira, 30, insistindo no caminho da "solução política e dialogada" e assegurando que durante suas quase cinco décadas de existência, nunca desistiram "da solução política do conflito social e armado".

 

Na nota, divulgada no site Anncol, que geralmente publica os textos dos guerrilheiros, o Estado Maior Central das Farc agregou que "a busca pela paz com justiça social é parta da gênese e da razão de luta" do grupo.

 

A mensagem, porém, não cita em nenhum momento o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e nem o convoca para uma eventual reunião de negociações. A nota também não dá nenhuma perspectiva de libertação de alguns dos mais de vinte prisioneiros - civis e militares - mantidos pelo grupo guerrilheiro.

 

As Farc foram fundadas em 1964, no sul do departamento (Estado) de Tolima, por Pedro Antonio Marín - ou Manuel Marulanda Vélez -, também conhecido como Tirofijo, um lendário guerrilheiro morto em abril de 2008. Atualmente, cerca de 8 mil guerrilheiros compõem a força rebelde, considerada terrorista pelos EUA e pela União Europeia.

 

Os guerrilheiros sofreram um duro golpe durante o governo do ex-presidente Álvaro Uribe, que adotou uma política de tolerância zero no combate às ações das Farc. Santos, o atual líder colombiano, deu continuidade a essa postura, embora diga que está aberto às negociações caso os guerrilheiros deponham as armas.

Tudo o que sabemos sobre:
FarcColômbiaguerrilhaAmérica Latina

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.