Telesur / AFP
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Farc lançam candidatura presidencial do ex-líder guerrilheiro 'Timochenko'

Último comandante da guerrilha, Timochenko sofreu um acidente vascular cerebral que afetou sua fala e o obrigou a viajar a Cuba, onde se recupera

O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 15h43
Atualizado 01 Novembro 2017 | 17h03

BOGOTÁ - O partido político das Farc que surgiu do acordo de paz com a ex-guerrilha na Colômbia lançou nesta quarta-feira, 1º, a candidatura presidencial de seu líder Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, para as eleições de maio de 2018, além dos nomes que vão concorrer ao Senado e à Câmara.

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"Anunciamos que nosso candidato à presidência da República será Rodrigo Londoño Echeverry, Timochenko", disse Iván Márquez, porta-voz da organização política, em coletiva de imprensa em Bogotá.

Timochenko, de 58 anos, foi o último comandante dos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) antes do grupo depor as armas e se tornar um partido político este ano, depois de assinar a paz em novembro de 2016.

Em julho, Timochenko sofreu um acidente vascular cerebral que afetou sua fala e o obrigou a viajar a Cuba, onde se recupera. Apesar dos problemas de saúde, a Força Alternativa Revolucionária do Comum, como passou a se chamar o grupo, o nomeou presidente do partido em setembro.

Além da candidatura presidencial, com Imelda Daza Cote como candidata a vice-presidente, a organização anunciou suas listas para o Congresso a ser eleito em março. No Senado, os candidatos são os ex-negociadores da paz Iván Márquez, Pablo Catatumbo e Carlos Antonio Lozada, além de Victoria Sandino, Sandra Ramírez e Benkos Biojó. 

Com uma imagem negativa na maioria das pesquisas, as Farc revelaram suas cartas eleitorais, embora o Congresso ainda não tenha definido o sistema judicial ao qual os guerrilheiros deverão se submeter.

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De acordo com o acordo de paz, os rebeldes e militares envolvidos no conflito poderão receber penas de prisão alternativas se confessarem seus crimes, indenizar as vítimas e se comprometer a nunca mais cometer violência.

No entanto, falta ser esclarecido se os candidatos das Farc poderão assumir funções públicas sem terem sido julgados pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP).

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O pacto de paz garante a eles 10 assentos no Congresso, embora devam concorrer às eleições. /AFP

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