Farc libertam dois soldados na Colômbia

Governo colombiano espera libertação de general e mais dois reféns para retomar as negociações de paz com a guerrilha 

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2014 | 14h37

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram nesta terça-feira, 25, dois soldados colombianos capturados há três semanas. Eles integram o grupo de cinco colombianos reféns que a guerrilha concordou em libertar para o governo de Juan Manuel Santos retomar as negociações de paz, realizadas em Havana.

Os soldados César Rivera e Jonathan Díaz foram libertados em uma operação humanitária liderada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). A entrega dos reféns ocorreu em uma zona rural perto da cidade de Tame, no Departamento (Estado) de Arauca, localizado na fronteira com a Venezuela.

Eles haviam sido capturados, de acordo com as Farc, durante um enfrentamento e, por isso, eram considerados prisioneiros de guerra.

O general do Exército Rubén Darío Alzate, o cabo Jorge Rodríguez e a advogada Gloria Urrego, capturados pelas Farc no dia 16 em uma zona florestal do Departamento (Estado) de Chocó, no noroeste do país, continuam sob poder da organização, mas devem ser libertados nos próximos dias.

Rivera e Díaz foram levados para Tame em um helicóptero com o emblema do CICV e foram recepcionados por representantes do Exército colombiano. Um médico do CICV examinou os dois soldados e constatou que eles estavam sãos e aptos para serem levados a Bogotá, onde eram aguardados pelos familiares.

O vice-ministro da Defesa colombiano, Jorge Enrique Bedoya, chegou em Arauca nesta manhã para supervisionar a operação, que contou com a participação do diretor do CICV na Colômbia, Christoph Harnisch, do responsável do organismo em Arauca, de uma médica e de representantes do governo de Cuba e da Noruega, países mediadores do processo de paz.

"A participação do CICV para facilitar a libertação foi possível graças à aceitação de sua atuação como intermediário neutro e imparcial por todas as partes em conflito", disse Harnisch.

O Ministério da Defesa reiterou, em um comunicado, o "compromisso" de Bogotá no cumprimento dos protocolos de libertação e agradeceu o acompanhamento do CICV e da representação de Cuba e da Noruega no "trabalho conjunto com a polícia".

O governo espera agora a libertação de Alzate, militar de maior patente capturado pela guerrilha, para poder retomar as negociações de paz. Com a captura do militar, o presidente Santos havia suspendido as conversas, iniciadas em 2012.

As Farc disseram que vão aumentar os esforços para entregar o general, mas pediu o fim das operações militares na região. "Esperamos que as operações do Ministério da Defesa e dos militares contra civis sejam suspensas imediatamente, para que a libertação das pessoas ocorra sem riscos para as duas partes", disse a guerrilha, em um comunicado. /EFE e REUTERS

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