Farc libertam jornalista francês após 32 dias

Com a barba por fazer e uma câmera de filmar na mão, o jornalista francês Roméo Langlois chegou ontem ao vilarejo de San Isidro, encerrando os 32 dias em que permaneceu refém da guerrilha colombiana. O repórter de 35 anos foi entregue por cinco rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) a uma comissão humanitária, conforme havia sido acertado entre os insurgentes e Bogotá.

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

31 Maio 2012 | 03h10

Langlois disse ter sido "tratado como um hóspede" no cativeiro. Ele é correspondente do canal France 24 e do jornal Le Figaro na Colômbia e acabou capturado enquanto acompanhava uma operação militar na selva.

"Eu não precisava dessa experiência, de ser sequestrado, para conhecer a guerrilha e o conflito (na Colômbia). Estava fazendo isso porque o trabalho de um jornalista é cobrir todos os lados em disputa", afirmou a jornalistas locais e moradores de San Isidro. Antes mesmo de ser entregue à missão humanitária, Langlois deu uma entrevista à rede venezuelana de TV Telesur.

O repórter francês apareceu na praça central da pequena vila rural colombiana às 13h30. Ele filmava sua própria recepção com uma pequena câmera, enquanto moradores aglomeravam-se para vê-lo.

Ele foi capturado em 28 de abril enquanto acompanhava a destruição de um laboratório de produção de cocaína. O fato de ele estar entre os soldados, vestindo uma farda colombiana, despertou críticas - por isso Langlois defendeu ao ser solto que é dever de um jornalista "cobrir todos os lados" em conflito. O francês, porém, desmentiu a informação do Exército colombiano de que a operação era contra um "grande laboratório" da droga na selva. "Era um pequeno laboratório, como os que muita gente usa aqui para sobreviver." / EFE

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