Farc libertam seus dez últimos reféns políticos na Colômbia

Guerrilha colombiana entrega 6 policiais e 4 militares a missão da Cruz Vermelha que teve apoio logístico brasileiro

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2012 | 03h02

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) libertaram ontem seus dez últimos reféns políticos. O resgate, conduzido pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e pela ONG Colombianos Pela Paz, teve apoio logístico do Brasil. Dois helicópteros Super Cougar cedidos pela Força Aérea Brasileira (FAB) com o selo da Cruz Vermelha, chegaram à noite ao aeroporto de Villavicencio, a 75 quilômetros de Bogotá com os reféns.

"Expressamos nossa grande alegria pelo êxito da operação que permitiu, em um só dia, a reunião de dez famílias que esperavam isso há tantos anos", disse em comunicado o chefe da delegação do CICV na Colômbia, Jordi Raich. "Hoje termina a agonia para essas famílias e isso nos enche de satisfação."

Os reféns foram divididos em dois grupos e as coordenadas de sua localização foram transmitidas pela guerrilha no domingo à ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, presidente da ONG Colombianos Pela Paz.

Após a chegada a Villavicencio, os reféns foram levados a Bogotá, onde se reuniriam com seus parentes, segundo a Cruz Vermelha.

Entre os reféns, estão os policiais César Augusto Lasso Monsalve, Jorge Humberto Romero, José Duarte Rojas, Jose Libardo Ferrero Carnero, Wilson Rojas Medina e Jorge Trujillo Solarte e os militares Robinson Salcedo Guarín, Luís Arturo Arcia, Luís Alfredo Moreno Chagueza e Luís Alfonso Beltrán Franco. A maioria foi sequestrada entre 1998 e 1999.

Eles são os últimos sequestrados políticos em poder do grupo. Em fevereiro, as Farc anunciaram que abandonariam a prática de sequestro de membros das forças de segurança e libertariam unilateralmente os dez reféns. Estima-se que haja ainda um número desconhecido de civis em poder das Farc, pelos quais elas exigem dinheiro. O presidente Juan Manuel Santos disse que foi "um passo importante, mas insuficiente" e pediu a libertação de todos os reféns. / AP

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