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Farc manterão sigla no nome de seu partido político

Segundo 'Ivan Márquez', grupo realizará congresso para fundar a legenda, que deverá se chamar Força Alternativa Revolucionária da Colômbia

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 18h05

BOGOTÁ -  As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia mudarão de nome quando passarem a ser um movimento político legalizado, mas manterão a sigla Farc, informou nesta terça-feira o vice-líder da organização, Luciano Marín Arango, conhecido como "Iván Márquez".

"Daqui a pouco vamos realizar o congresso de fundação do novo partido político que certamente se chamará Força Alternativa Revolucionária da Colômbia. Não queremos romper os vínculos com nosso passado, fomos e continuaremos a ser uma força revolucionária", disse "Márquez" no ato simbólico em que a ONU levou o último container com armas das Farc.

Quando se transformar em movimento politico legalizado, as Farc terão a intenção de manter de maneira "clara e nítida" sua "voz antissistema", assim como levar a palavra de "quem vive nas catacumbas da miséria".

"Márquez" também lembrou os dois milicianos (auxiliares das Farc que não usam uniformes ou armas) assassinados recentemente após terem sido identificados como membros da guerrilha.

"Não queremos que haja mais destruição de alternativas políticas opositoras", disse o líder guerrilheiro ao lembrar o extermínio da União Patriótica entre o final dos anos 80 e começo dos 90.

Com a entrega das últimas armas, "Márquez" também ressaltou que começou a reincorporação das Farc "à vida política, econômica e social do país".

As Farc lançarão seu partido político em 1.° de setembro, como parte do acordo de paz com o governo, segundo o qual os antigos guerrilheiros ocuparão vagas no Congresso. O papa Francisco visitará a Colômbia entre os dias 6 e 10 de setembro, em uma viagem dedicada a consolidar o processo, no qual a Igreja foi mediadora importante. 

A visita ocorre após mais de 50 anos de conflito com as Farc e em um momento de polarização social e política pela implantação do processo de paz. As Farc têm um alto índice de desaprovação, que em maio chegava a 82%, segundo o Gallup. / EFE

 

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