EFE
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Farc manterão sigla em partido político e terão uma rosa como símbolo

No entanto, o novo nome do ex-grupo guerrilheiro será Força Alternativa Revolucionária do Comum

O Estado de S.Paulo

31 Agosto 2017 | 23h42

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) confirmaram nesta quinta-feira que manterão suas siglas como partido politico, embora mudando o nome para Força Alternativa Revolucionária do Comum, e  seu logotipo será o de uma rosa.

O nome foi adotado após ser submetido a uma votação no congresso que os guerrilheiros iniciaram no domingo e termina nesta sexta-feira.

Originalmente, o número dois da guerrilha, Luciano Marín, conhecido como "Iván Márquez", já tinha anunciado que o grupo manteria sua siglas, mas mudando o nome para Forças Alternativas Revolucionárias da Colômbia.

O logotipo é a visão frontal de uma rosa esquematizada, como a maioria dos partidos social-democratas, embora inclua uma estrela vermelha no centro. "A rosa vermelha pode ser uma transformação, também a cor vermelha e a rosa vermelha estão muito associados ao comunismo e acreditar em uma revolução", disse o sociólogo Fabián Sanabria à AFP.

O novo partido, que será apresentado oficialmente nesta sexta-feira, iniciará sua difícil luta polítca em um país historicamente dominado por conservadores e liberais.

Cerca de 1.200 delegados, a maioria proveniente de afastadas zonas rurais e comunidades negras da Colômbia, anunciarão as propostas do movimento político e seus candidatos para as eleições gerais de 2018.

O líder do ex-grupo guerrilheiro, Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko, assegurou que a decisão de manter as siglas Farc, mas com um novo significado, foi apoiada por 628 dos delegados que participam do congresso, enquanto que 264 preferiam a opção Nova Colômbia.

A definição do nome foi um dos principais pontos do congresso, pois, segundo especialistas, as siglas Farc são relacionadas às centenas de crimes cometidos pelo grupo em meio século de luta armada. Sua imagem negativa supera 80%, segundo pesquisas. / EFE e AFP

 

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