Farc pedem diálogo à Unasul

Guerrilha diz buscar solução política e quer 'expor suas visões' em reunião com governos do continente

Efe

23 de agosto de 2010 | 10h54

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), reiteraram nesta segunda-feira, 23, sua vontade de buscar uma "solução política" para o conflito colombiano e pediram à União das Nações Sul-americanas (Unasul) que convoque uma reunião para que a guerrilha "exponha sua visão".

 

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"Senhores presidentes, quando acharem um momento oportuno, estaremos dispostos a expor em uma reunião na Unasul nossa visão sobre o conflito colombiano", disse a guerrilha em uma "carta aberta" do Secretariado do Estado Maior Central das Farc. A carta, divulgada pela Agência de Notícias Nova Colômbia, próxima da guerrilha, tem a data de agosto de 2010.

 

No recado, as Farc afirmam que "o governo colombiano mantém fechadas as portas para o diálogo com a insurgência estimulado pela esperança de uma vitória militar e por conta da interferência de Washington".

 

As Farc expressam à Unasul sua "irredutível vontade de buscar uma solução política para o conflito", já que consideram que "a paz na Colômbia significaria a paz no continente". "O drama humanitário da Colômbia pede a mobilização da solidariedade continental. A obsessão oligárquica por dominar a guerrilha militarmente há 46 anos e a execução dos planos de Washington causaram inúmeros massacres", denunciam os rebeldes.

 

Em julho, o chefe das Farc, Guillermo León Sáenz, conhecido como Alfonso Cano, propôs ao novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que assumiu a presidência no último dia 7, uma conversa para superar "a terrível situação" que o país vive.

 

A mensagem foi dirigida ao novo governo colombiano e aos outros países que compõem a Unasul. A resposta de Santos foi de que não haveria diálogo enquanto a guerrilha não apresentasse "provas claras e contundentes" de que abandonaria o terrorismo e libertaria todos os reféns mantidos em seu poder.

 

Além disso, na semana passada Santos anunciou que não vai nomear, pelo menos por enquanto, alguém do governo responsável pelas negociações e instruiu as Forças Armadas a "obter resultados" contra o grupo rebelde na "frente militar.

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