Farc rejeitam oferta de Uribe para iniciar diálogo

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) rejeitou ontem uma proposta do presidente colombiano, Álvaro Uribe, para a abertura de um diálogo de paz. Raúl Reyes, porta-voz das Farc, qualificou a iniciativa de Uribe de ''''uma cortina de fumaça'''' e reiterou as exigências do grupo. Uribe havia proposto às Farc que libertassem 49 reféns sob supervisão internacional em troca da desmilitarização por 90 dias de uma área para negociar a paz com o grupo guerrilheiro.''''Trata-se de outra cortina de fumaça presidencial com o objetivo de evitar as pressões por uma troca'''', disse Reyes. O porta-voz insistiu que, para obter um acordo humanitário que permita a libertação dos reféns e a de guerrilheiros presos, será necessário que o governo retire o Exército e a polícia de uma zona montanhosa de 780 km2. Uribe rejeita desmilitarizar essa área, alegando que as Farc, com 17 mil membros, busca apenas reorganizar suas frentes, afetadas pela ofensiva militar.Uribe também se havia mostrado disposto a libertar os guerrilheiros das Farc, com exceção de dois comandantes que foram extraditados para os EUA. Mas Reyes disse que deveriam ser libertados todos os guerrilheiros presos, incluindo os dois comandantes, em troca de todos os reféns.Yolanda Pulecio, mãe da senadora Ingrid Betancourt, que faz parte do grupo de reféns que as Farc se dispõem a libertar, disse ontem que ''''somente um milagre poderá salvar o acordo de troca''''. Yolanda considerou que a proposta de Uribe não oferecia nada de novo e disse que ela apenas ''''enfureceu as Farc ainda mais''''. Ela acrescentou que preferia que Ingrid estivesse mesmo na Venezuela, apesar de o governo de Caracas ter desmentido versões de que ela estaria no país, pois teme as operações militares na Colômbia. REUTERS E AFP

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