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Fernando Vergara / AP
Fernando Vergara / AP

Farc se desculpam por assassinatos de 11 deputados do Valle del Cauca em 2007

Em um encontro em Havana, com participação dos parentes das vítimas, guerrilha reconheceu sua responsabilidade pelos homicídios

O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2016 | 15h54

BOGOTÁ - A guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediu desculpas pelo sequestro e posterior assassinato, há nove anos, de 11 deputados do Valle del Cauca, um feito que comoveu a Colômbia e que o grupo rebelde qualifica agora como "absurdo" e "vergonhoso", informaram os parentes das vítimas.

"Permitam-nos que nosso afeto os abrace, pedimos perdão a vocês por essa situação. Isso nunca deveria ter acontecido", disse o chefe negociador das Farc, Iván Márquez, citado em um comunicado às famílias das vítimas, divulgado no sábado pelo Alto Comissionado para a Paz colombiano.

Em um encontro em Havana, com nove parentes dos deputados sequestrados em abril de 2002 no departamento do Valle del Cauca e executados por guerrilheiros em 2007, a guerrilha reconheceu sua responsabilidade nos homicídios.

"Não vamos fugir de nossa responsabilidade" porque "eles estavam em nossas mãos", assinalou o comandante Pablo Catatumbo, ao destacar que "a morte dos deputados foi o mais absurdo que viveu na guerra" e também "o episódio mais vergonhoso".

"Não nos orgulhamos disso" e "hoje com humildade sincera reconhecemos publicamente e pedimos perdão", acrescentou.

Veja abaixo: O acordo de paz entre Colômbia e as Farc

No encontro, que "aconteceu em um ambiente tenso, mas respeitoso" e que culminou em outro "mais cordial e de reconciliação", participaram, além de Márquez e Catatumbo, os guerrilheiros Joaquín Gómez, Victoria Sandino e Ricardo Téllez, assim como o Alto Comissionado para a Paz, Sergio Jaramillo, detalhou o comunicado.

"Hoje, mais do que nunca, os parentes recordam o desejo de nossos entes queridos massacrados de chegar a um acordo de paz para a Colômbia", disseram os parentes.

Também foram convocados "todos os colombianos para deixarem de lado" suas "dores pessoais pelo bem do país e para apoiarem decididamente a busca pela paz".

Os parentes pediram às Farc que esclareçam a "verdade" sobre os feitos e seus "autores materiais", concordando em realizar no mês de outubro, no Valle del Cauca, "um ato público de perdão e revindicação" dos legisladores. "Nesse ato, solicita-se uma declaração expressa de perdão ao ex-deputado Sigifredo López", único sobrevivente do ocorrido, libertado em 2009. / AFP

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