Farc teriam sequestrado repórter francês

O governo da Colômbia confirmou ontem o desaparecimento do jornalista francês Romeo Langlois. Ele cobria uma operação do Exército contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que acabou com a morte de três soldados e um policial. Segundo o governo francês, ele está ferido e em poder dos rebeldes.

BOGOTÁ, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2012 | 03h04

"O que as pessoas que estavam com ele até o último instante me contaram é que em algum momento Romeo foi atingido por um tiro no braço esquerdo e, no meio da tensão e da pressão no local, tomou a decisão de tirar o colete, o capacete, e ao manifestar ou destacar que era civil seguiu para a área de onde os guerrilheiros disparavam", disse o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Carlos Pinzón. "Essa é toda a informação que temos sobre ele. Não sabemos de maneira concreta neste momento o que mais aconteceu com ele."

Mais cedo, o ministro francês das Relações Exteriores, Alain Juppé, havia afirmado que o correspondente era prisioneiro das Farc. "O centro de crise está mobilizado, estamos em contato com as autoridades colombianas", disse Juppé.

Langlois, de 35 anos e correspondente do canal de televisão France 24, fazia uma reportagem sobre operações de combate às drogas das forças militares colombianas no Departamento de Caquetá (sul), quando a patrulha que ele acompanhava foi atacada pelas Farc.

Segundo a Rádio Caracol, Pinzón teria pedido à guerrilha que não machuque o jornalista. "Se estão com ele, respeitem sua vida", disse.

O canal de notícias France 24 informou por meio de um comunicado estar trabalhando com autoridades colombianas e francesas para obter mais informações sobre o paradeiro de Langlois.

"Sabemos que é uma região perigosa e estamos preocupados, mas confiamos em Romeo, que conhece a região bem e é muito experiente", diz o texto. " Esperamos que ele esteja são e salvo. Estamos em contato permanente com sua família."

As Farc libertaram no começo do mês seus últimos dez reféns políticos e prometeram abandonar os sequestros. / AP

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