Farc vão dialogar sobre reféns com congressistas americanos

A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão dispostas a se reunir com sete congressistas americanos que se ofereceram como mediadores em um eventual acordo humanitário, se esta iniciativa for realizada em território desmilitarizado.Esta garantia foi dada pelo porta-voz das Farc, Raúl Reyes, que acrescentou que a organização não teve nada a ver com as ameaças de morte recebidas pelo jornalista da Radio Caracol Darío Arizmendi."Claro que sim, estamos dispostos a receber os sete congressistas democratas norte-americanos em uma área dos dois municípios desmilitarizados", assegurou Reyes ao jornal Noticias Uno.Luis Edgar Devia, verdadeiro nome de Raúl Reyes, ressaltou que, "neste propósito (o da troca), as personalidades progressistas e amigas da paz nos Estados Unidos podem contribuir na solução de uma das expressões do conflito interno dos colombianos".Em meados da semana passada, o governo colombiano "avaliou" a disposição dos representantes James P. McGovern, Janice D. Schakowsky, Raul M. Grijalva, Sam Farr, Peter Welch, Maurice Hinchey e William D. Delahunt de servirem como mediadores para obter a libertação dos reféns mantidos pelas Farc.Condição impostaAs Farc têm, entre centenas de seqüestrados, 56 que consideram "trocáveis" e que pretendem trocar, através de um "acordo humanitário", por 500 de seus membros que estão presos, incluindo dois cuja extradição é solicitada pelos Estados Unidos.Para falar da troca, as Farc pedem a desmilitarização dos povoados de Florida e Pradera, no departamento do Valle del Cauca (sudoeste).Sobre o jornalista Darío Arizmendi, Reyes assegura que "as Farc não têm a política de ameaçar ninguém de morte".Arimenzdi deixou o país há duas semanas após ser descoberto um plano para atentar contra sua vida, aparentemente ordenado pelas Farc, que o consideram parcial em várias questões.O governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, ofereceu uma recompensa de US$ 450 mil a quem dê informações que permitam identificar e capturar os autores das ameaças.Reyes disse que também receberá a mulher do ex-senador Jorge Eduardo Gechem Turbay, seqüestrado desde 2002, para falar da libertação dos políticos, soldados e policiais reféns.Inicialmente, as Farc afirmaram que receberiam somente delegações internacionais e não emissários do governo colombiano."Se ela (Lucy de Gechem) assumir os riscos de ir até a selva conversar conosco em qualidade de mulher de Gechem, livre de intenções do governo, se tivermos condições, será recebida", ressaltou.

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