Fariñas e outras 15 pessoas são detidos em Cuba

O oposicionista cubano Guillermo Fariñas, que recebeu em 2010 o prêmio Sakharov do Parlamento europeu, foi detido ontem e permanece em uma delegacia da cidade de Santa Clara, a 280 quilômetros de Havana, como informou à imprensa sua mãe, Alicia Hernández. Fariñas conversou com ela por telefone celular. "Estou detido na terceira unidade de polícia e não posso ir ao seu encontro", disse o dissidente. Ela acrescentou que Fariñas não sabe quando será solto. Alicia não conseguiu mais falar com ele por telefone, mas enviou ao filho um casaco e alguns medicamentos através de um parente. O oposicionista e outras 15 pessoas que o acompanhavam foram conduzidos a várias delegacias nas quais permanecem detidos desde aproximadamente 16h de quarta-feira (19h pelo horário de Brasília), disse Reinaldo Escobar, marido da blogueira Yoani Sánchez. Escobar detalhou que a detenção de Fariñas ocorreu quando ele participava de "uma ação civil, e não política". Segundo Escobar, o dissidente "estava apoiando uma mulher grávida com dois filhos que seriam desalojados em Santa Clara". "Espero que se trate de uma detenção temporária", disse Escobar. Em 24 de fevereiro, depois da morte do opositor detido Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de jejum, Fariñas iniciou greve de fome para exigir a libertação dos prisioneiros políticos mais doentes. A greve durou até 8 de julho, depois de o governo cubano anunciar seu compromisso em libertar 52 dissidentes do grupo dos 75. As informações são da Associated Press.

Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 02h47

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