TIAGO QUEIROZ / ESTADÃO
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Farmácias do Uruguai não sabem quando receberão segundo lote de maconha do governo

Estabelecimentos informaram na quarta-feira que primeiro lote estava esgotado, mas busca pelo produto continua

Murillo Ferrari, enviado especial / Montevidéu, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2017 | 15h37

MONTEVIDÉU - Muitos uruguaios procuraram as farmácias de Montevidéu onde são vendidos os pacotes com a maconha legalizada produzida pelo Estado nesta quinta-feira, 20, apesar de os estabelecimentos terem informado na véspera que haviam esgotado todo o seu estoque do primeiro lote entregue pelo governo.

O Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca), órgão vinculado à presidência, ainda não comentou oficialmente se houve uma falha no cálculo das quantidades disponibilizadas para venda ou se distribuiu toda a produção inicial e também não informou qual a previsão para que o produto volte às prateleiras.

O responsável por uma farmácia no centro da cidade que pediu para não ter seu nome revelado disse esperar, no entanto, que o novo lote da maconha uruguaia seja recebido no começo da próxima semana.

"Por uma questão até de segurança, nós só ficamos sabendo que vamos receber o produto uns cinco minutos antes, por um telefonema", disse ele. "Nós atendemos todos os interessados, mas não podemos dar uma estimativa oficial."

Enquanto conversava com a reportagem do Estado, dois compradores entraram no estabelecimento procurando a droga e uma outra pessoa telefonou fazendo o mesmo questionamento. "Foi assim desde que abrimos pela manhã. Muitos vieram procurar pessoalmente e o telefone não parou de tocar."

Em Montevidéu estão 4 das 16 farmácias que vendem a maconha legalizada. As outras 12 estão distribuídas em 10 dos 19 Departamentos (Estados) do país.

De acordo com a lei que regula a produção, a distribuição e a venda de maconha nas farmácias uruguaias, o Ircca tem até 15 dias para repor o estoque depois que o estabelecimento faz o pedido por mais pacotes da droga.

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