Farra de agentes de Obama envolve militares

Ao menos 21 prostitutas se envolveram com 11 agentes do serviço secreto e 9 militares americanos - provavelmente marines - no escândalo do Hotel Caribe, como vem sendo chamado o episódio ocorrido às vésperas de reunião de líderes das Américas no fim de semana em Cartagena, na Colômbia.

GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2012 | 03h03

Especulava-se até agora que os militares teriam apenas desrespeitado o toque de recolher, sem se envolver com as prostitutas. Já os agentes são acusados desde o início de terem participado do escândalo, um dos maiores na história do serviço secreto, que é responsável pela segurança do presidente e de sua família.

Os novos detalhes foram divulgados pela senadora republicana Susan Collins depois de reunião com o diretor do serviço secreto, Mark Sullivan, que vem sendo alvo de ataques de políticos que pedem a sua demissão. O presidente Barack Obama, por meio de seu porta-voz, descartou essa possibilidade.

O episódio vem sendo considerado também "um vexame" por autoridades militares dos EUA e ofuscou completamente, em Washington, os desdobramentos da cúpula. A polêmica sobre a ausência de Cuba no encontro, por exemplo, foi praticamente ignorada pela imprensa americana.

Vergonha. "Estamos envergonhados. Deixamos nosso líder (Obama) por baixo porque ninguém comenta a respeito do que ele foi fazer na Colômbia. Só falam do incidente", disse o general Martin Dempsey, chefe das Forças Armadas dos EUA.

De acordo dos principais canais de TV dos EUA, os agentes teriam ido a uma instituição de entretenimento adulto e acertaram a contratação das prostitutas, pagando US$ 60 para cada uma. No dia seguinte, uma delas, que passou a noite com um dos americanos, pediu mais US$ 170. Como ele não quis pagar, ela chamou a atenção dos funcionários do Hotel Caribe.

Aparentemente, dois dos agentes que usaram o serviço das prostitutas integram o patamar salarial mais elevado entre os funcionários federais, estimado em cerca de US$ 110 mil anuais. Todos os envolvidos voltaram para os EUA em um voo de carreira logo depois que o escândalo foi divulgado e antes mesmo da chegada de Obama.

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