AFP PHOTO / CHRIS J RATCLIFFE
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Líder do Partido Liberal Democrata britânico renuncia

A renúncia de Tim Farron abre o processo de seleção de um novo líder liberal-democrata, uma disputa da qual poderiam participar Norman Lamb, seu rival nas primárias de dois anos atrás, o ex-ministro de Empresas Vincent Cable e a deputada escocesa Jo Swinson

O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2017 | 16h45

LONDRES - Tim Farron anunciou nesta quarta-feira, 14, sua renúncia como líder do Partido Liberal Democrata britânico, após a legenda ter obtido 12 cadeiras nas eleições gerais do dia 8, 4 a mais que nos pleitos anteriores.

Farron afirmou que deveria ter abordado com "mais sabedoria" assuntos relacionados com suas crenças religiosas durante a campanha eleitoral, incluindo seus pontos de vista sobre a homossexualidade.

Farron, de 47 anos, substituiu Nick Clegg em julho de 2015 à frente da formação, após este renunciar ao posto depois de sofrer um desastre nas eleições gerais daquele ano.

"Me encontrei debatendo-me entre viver como um cristão devoto e ajudar como um líder politico", afirmou o até então líder liberal-democrata. "Ser um líder politico, especialmente em um partido progressista e liberal no ano de 2017, e viver como um cristão comprometido, respeitar de forma devota as doutrinas da Bíblia, me pareceu impossível", justificou.

Farron se viu obrigado a esclarecer em diversas ocasiões durante a campanha a sua posição sobre a homossexualidade por conta de uma resposta evasiva que deu há dois anos ao ser perguntado se considera que as relações entre pessoas do mesmo sexo são pecado.

"Não acredito que o sexo gay seja pecado. Mantenho essa opinião como líder politico, o meu trabalho não é pontificar sobre questões teológicas", respondeu o liberal-democrata à emissora BBC durante a campanha ao ser questionado sobre a polêmica.

Farron concorreu nas últimas eleições gerais com um programa centrado em evitar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e com a promessa de convocar um segundo referendo sobre o Brexit.

O dirigente advertiu durante os seus discursos que um "Brexit duro" como o que propõe a primeira-ministra, a conservadora Theresa May, é um caminho equivocado para o Reino Unido.

A renúncia de Farron abre o processo de seleção de um novo líder liberal-democrata, uma disputa da qual poderiam participar, segundo a imprensa britânica, Norman Lamb, seu rival nas primárias de dois anos atrás, o ex-ministro de Empresas Vincent Cable e a deputada escocesa Jo Swinson. / EFE

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