Fast track não é prioridade no novo Senado dos EUA

O Partido Democrata assumiu ontem o controle do Senado dos Estados Unidos em meio a uma profusão de discursos de boas intenções, mas nenhum deles dando ênfase ao comércio internacional. O Acordo de Livre Comércio das Américas (Alca) não parece, assim, figurar de maneira destacada na nova agenda da casa.Os temas que predominaram nos discursos de hoje foram a reforma fiscal, a saúde, o seguro social e a reforma do Medicare como é conhecido o serviço médico para os adultos nos Estados Unidos.Os democratas são agora maioria, depois da renúncia sem precedentes do senador republicano James Jeffords, de Vermont, para adotar uma posição "independente". Tal renúncia alterou a correlação de forças prévia de 50-50 para deixá-la em 50-49-1 a favor da oposição democrata.Para Ralph Nader, ex-candidato presidencial pelo Partido Verde, a passagem do poder senatorial de um partido a outro não significa grande coisa. "Suas posições sobre a globalização corporativa e o livre comércio são idênticas", afirmou.Norman J. Ornstein, analista de política pública do American Enterprise Institute, afirmou que o "fast track" não terá uma trajetória fácil no Senado. "O fast track sempre será uma tarefa difícil, uma batalha morro acima para o presidente George W. Bush", afirmou.Para começar a cumprir com sua promessa de uma negociação da Alca, Bush necessita contar com a autoridade de promoção comercial, conhecida como "fast track". Com isso em mãos, o Congresso não poderá alterar os acordos durante sua ratificação; apenas aprová-los ou desaprová-los.

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