Fatah acredita que Israel ´tem a chave´ para resolver crise

Dirigentes do Fatah acreditam que Israel "tem a chave" para resolver a grave crise com o Movimento Islâmico Hamas, mediante uma possível iniciativa diplomática que favoreça o grupo nacionalista.A versão eletrônica do jornal Yedioth Ahronoth informa neste domingo que esses dirigentes supõem que seria mais fácil para o Fatah superar seus rivais do Hamas se Israel aliviasse as restrições impostas aos residentes na Cisjordânia e seu primeiro-ministro, Ehud Olmert, desse sinais de retomar o processo diplomático com vistas à paz.Segundo as últimas pesquisas de opinião entre os palestinos, e apesar do agravamento da crise econômica e política na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde que em março assumiu o primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, do Hamas, os cidadãos seguem apoiando os fundamentalistas islâmicos em sua rivalidade com Fatah.A crise se agravou neste sábado depois que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, líder do Fatah, anunciou seu desejo de antecipar em quase três anos as eleições presidenciais e legislativas.Um oficial da guarda presidencial morreu nesta madrugada em um enfrentamento armado entre milicianos dos dois lados em uma base do sul de Gaza, e pelo menos outros cinco ficaram feridos na operação. Outros 18 palestinos ficaram feridos neste sábado em diferentes enfrentamentos entre os dois lados na Faixa de Gaza.O primeiro-ministro israelense pediu a seus colaboradores que se mantenham à margem da crise nos territórios palestinos, ao analisá-la durante a reunião dominical do governo nacional, embora fontes israelenses tenham expressado sua satisfação pela decisão do presidente Mahmoud Abbas.Segundo os dirigentes do Fatah citados pelo jornal eletrônico YNET, que não os identifica, "sem uma solução diplomática para o conflito palestino-israelense, o Fatah não poderá lutar com o Hamas", que se nega a reconhecer a legitimidade do Estado judeu.Nos meios políticos palestinos espera-se que os EUA e a União Européia (UE), os principais membros do quarteto de Madri, impulsionem Olmert a retomar com Abbas as estagnadas negociações de paz, que devem dirigir à criação de um Estado palestino independente junto ao de Israel.Por outra parte, fontes do Hamas disseram ao jornal israelense que a decisão de antecipar as eleições "é ilegal". "Nós seguiremos operando no governo e no conselho Legislativo", onde o Hamas conta com uma ampla maioria entre seus 132 membros, e os assessores de Abbas serão os responsáveis pela existência de duas autoridades palestinas, agregaram.

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