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Fatah e Hamas finalizam governo palestino de união

O primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, anunciou nesta quarta-feira, 14, ter finalizado a formação de um governo de união com o movimento rival Fatah, que será apresentado ao parlamento para a aprovação final no fim de semana."Hoje é um momento de celebração. Completamos tudo", disse ele a repórteres após uma reunião que durou até altas horas da noite com o presidente Mahmud Abbas, do Fatah.Os dois lados esperam que a aliança coloque um fim no combate interno sangrento e leve os palestinos para fora desse isolamento internacional, após boicote feito ao governo liderado pelo Hamas.Também teria sido definida a nomeação do vice-primeiro-ministro, que cabe ao Fatah. O cargo possivelmente seria ocupado pelo chefe da facção parlamentar do movimento, Azzam al-Ahmed.Abbas e Haniyeh escreveram nesta quarta-feira ao presidente interino do Parlamento palestino, Ahmed Bahar, para pedir a convocação de uma reunião extraordinária com o objetivo de apresentar o novo gabinete.Bahar exerce a Presidência interina porque o titular, Aziz Dweik, e outros 20 legisladores palestinos estão presos em Israel. Ultrapassado o obstáculo final, os líderes concordaram com a nomeação de um novo ministro do interior, um posto que concentra muito poder com as forças de segurança. O nome do ministro não foi revelado.Enquanto o nome dos outros ministros não foi publicado, outras nomeações importantes já foram feitas, como o do ministro das Finanças (Salam Fayyad) e do ministro do Exterior (Ziad Abu Amr).Haniyeh disse que anunciará os nomes de seu novo gabinete na quinta-feira, e o governo será submetido a um voto de confiança no parlamento no sábado, 17.Israel e os países ocidentais reagiram bem ao trato, mas afirmaram estar esperando pelos detalhes finais antes de decidirem se vão suspender o embargo.A Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, é aguardada na região no final da semana que vem, como parte dos esforços para restaurar a paz.Israel manteve sua aproximação cautelosa ao governo palestino que emerge. Ehud Olmert, primeiro-ministro, avisou que não vai cooperar com o governo se este não aliviar sua árdua posição com Israel. Uma das questões que devem ser resolvidas pelo novo Executivo é a possível troca de presos palestinos pelo soldado israelense Gilad Shalit, refém em Gaza desde junho. A sessão de sábado vai ser realizada em Gaza e Ramala ao mesmo tempo, já que muitos legisladores do Hamas e o próprio Haniyeh não podem viajar à Cisjordânia, que está separada da região pelo território israelense. A aprovação do Parlamento será o marco final de meses de esforços para formar um governo de união nacional que resolva as tensões entre as facções e consiga recuperar a confiança e o apoio da comunidade internacional. Haniyeh e Abbas concordaram com a divisão de poder feita mês passado na Arábia Saudita, mas gastaram as últimas semanas concretizando os detalhes finais. No novo quadro político, o Hamas terá nove ministérios e o Fatah, seis.

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