Samuel Corum/The New York Times
Samuel Corum/The New York Times

Fauci diz que aceitou pedido de Biden para seguir no governo liderando combate à covid

Especialista defende o uso rigoroso de máscaras e o distanciamento social, práticas que não são seguidas com frequência na atual Casa Branca

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de dezembro de 2020 | 17h21

WASHINGTON - O diretor do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, afirmou que aceitou o pedido do presidente eleito do país, Joe Biden, para permanecer no governo e atuar como um dos principais assessores médicos do democrata. "Eu disse sim no momento em que ele pediu", afirmou o infectologista, em entrevista à rede NBC.

O médico já trabalhou para vários presidentes, republicanos e democratas. Mas durante a administração do presidente Donald Trump foi posto de lado enquanto o presidente fazia avaliações otimistas do coronavírus e insistia que a doença iria desaparecer.

Fauci defende o uso rigoroso de máscaras e o distanciamento social, práticas que não são seguidas com frequência na atual Casa Branca. Na quinta-feira, Biden disse que pedirá aos americanos que se comprometam a usar máscaras por 100 dias como um de seus primeiros atos como presidente.

"Eu disse a ele que achava uma boa ideia", disse Fauci.

Biden informou na quinta-feira que pediu ao especialista para que continuasse seu trabalho e atuasse como consultor médico chefe da equipe de covid-19 do governo democrata. "Eu pedi a ele que permaneça exatamente no mesmo papel que teve", declarou Biden em entrevista à CNN, referindo-se ao especialista ameaçado de demissão por Trump.

Fauci, membro da força-tarefa anti-coronavírus do governo Trump, se encontrou com a equipe do presidente eleito na quinta-feira para suas primeiras conversas com a nova administração sobre como combater o vírus que já matou cerca de 273 mil americanos.

O especialista disse à CBS, antes do encontro, que gostaria que o processo de transição tivesse começado mais cedo. Trump, o presidente republicano em fim de mandato, está contestando os resultados da eleição de 3 de novembro, e seu governo só deu aval para a transição começar no dia 23 de novembro.

Recorde de casos 

Em seu balanço desta sexta-feira, o Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA afirma que o país registrou 219.187 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, recorde do país, segundo a imprensa americana. Além disso, houve 2.861 mortes no mesmo intervalo, mais do que as 2.762 do dia anterior.

O número total de mortes pela doença no país está em 275.386, com mais de 14 milhões de casos confirmados. Segundo a imprensa americana, há certa divergência entre os números do CDC e o dos Estados americanos.

No levantamento da Universidade Johns Hopkins também há certa diferença. Para a instituição, os EUA já têm 277.412 mortes, com mais de 14,2 milhões de casos.

A universidade aponta em seu levantamento que, em todo o mundo, já foram confirmados 65,58 milhões de casos, com 1,512 milhão de mortes pela doença./AP, AFP e Reuters

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