Favorito ao cargo abriu arquivo da Stasi

Joachim Gauck, de 72 anos, ficou conhecido na Alemanha após a reunificação entre o Leste e o Oeste, em 1990, quando foi apontado para comandar uma agência encarregada de preservar e estudar milhões de documentos arquivados com dados sobre os cidadãos elaborados pela polícia secreta da Alemanha Oriental, a Stasi.

BERLIM, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2012 | 03h08

Gauck ficou famoso por suas defesas apaixonadas da liberdade de expressão e da democracia. Por falar tão bem em público, alguns de seus partidários o apelidaram de "o Obama alemão". Comprometido com a não violência, ele é uma figura popular entre a maioria dos alemães - pesquisas citadas pela revista Der Spiegel afirmam que dois terços da população do país apoiam Gauck para assumir a presidência.

À primeira vista, o currículo do candidato parece ter sido compilado especialmente para ocupar o cargo presidencial. Apesar de ter crescido na Alemanha Oriental, ele não era membro de nenhuma das organizações juvenis promovidas pelo Estado. Depois de estudar Teologia, Gauck tornou-se um feroz crítico do regime comunista e, em 1989, fundou o Neues Forum, um grupo que ajudou a promover reformas democráticas na Alemanha Oriental antes da queda do Muro de Berlim.

As credenciais impecáveis, porém, contrastam com algumas declarações controvertidas feitas pelo candidato recentemente. No ano passado, ele criticou o Movimento Ocupe e elogiou um livro sobre imigração e integração na Alemanha que muitos classificaram como "xenófobo". / R. M.

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