Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

Favorito na eleição presidencial, Mauricio Macri vota na Argentina

'Amanhã, aconteça o que acontecer, vamos estar todos juntos', disse o candidato conservador após votar em Buenos Aires

Rodrigo Cavalheiro, Correspondente, O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2015 | 14h36

BUENOS AIRES - O candidato conservador à presidência da Argentina, Mauricio Macri, não conseguia sair do carro que o levou para votar em uma escola do bairro de Palermo. Ao chegar às 11h10 (12h10 em Brasília), foi cercado por uma multidão que gritava "sí, se puede" e "Mauricio presidente". Um eleitor relatava o que via a amigos e família por meio do Facebook: "O futuro presidente chega para votar. Caos no trânsito e eleitores que o ovacionam", escreveu Juan Pérez.

Sorridente, Macri deixou o veículo ao lado da mulher, Juliana Awada, com um cordão de isolamento que arrastava cinegrafistas e eleitores que tentavam tocá-lo.  Depois de entrar na escola Wenceslao Posse, conseguiu caminhar com tranquilidade graças a corredores formados por cercas de metal. 

Ficou cerca de um minuto na sala em que os eleitores escolhem entre as duas cédulas (espécies de santinhos com o rosto de cada um) e depositou o envelope na urna. Ao saudar todos os fiscais, passou a mão na cabeça de um deles, de 16 anos, que trabalhava para a Frente pela Vitória (FPV), do rival Daniel Scioli, que votou às 9h30 em Tigre, na região metropolitana (10h30 em Brasília).

Macri subiu então em um púlpito e, cercado de microfones, fez declarações genéricas: "Este é um dia histórico que vai mudar nossas vidas. Espero que comece uma nova etapa na Argentina. Amanhã, aconteça o que acontecer, vamos estar todos juntos." 

Macri afirmou que passaria a tarde jogando futebol - ele dirigiu o Boca Juniors de 1995 a 2007 - e almoçaria com a família. Antes de sair, distribuiu uma caixa de pães doces aos jornalistas, um costume cada vez que vota. O repórter peruano Fernando Espinoza, do canal América Noticias, pegou da mão de Macri e deixou no chão para os colegas. "Ele disse que estava tranquilo, olhou para mim e entregou os doces", comentou Espinoza, que preferiu não comer nenhum.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.