Fazendeiro que denunciou terror de Mugabe é seqüestrado

Família do homem que teve artigo publicado no 'The Times' é levada por mílicia ligada ao governo do Zimbábue

Efe,

30 de junho de 2008 | 08h01

Um fazendeiro do Zimbábue que denunciou em artigo publicado no jornal britânico The Times o terror praticado no Zimbábue durante a recente campanha eleitoral foi seqüestrado por algumas horas no domingo, 29, junto com outros membros de sua família.   Veja também: Mugabe enfrenta condenação internacional em cúpula africana Após vitória, Mugabe promete diálogo com a oposição Tsvangirai: de líder sindical a inimigo do regime Mugabe: uma história de 3 décadas no poder   Apenas uma hora antes de Robert Mugabe assumir pela sexta vez o cargo de presidente do país africano, o fazendeiro Ben Freeth e seus sogros, Michael e Angela Campbell, de 75 e 70 anos, respectivamente, foram levados à força de casa, cerca de 150 quilômetros ao oeste de Harare, informa a edição desta segunda-feira, 30, do jornal britânico.   Os Campbell pediram ajuda por telefone a outro filho, mas, quando este chegou à fazenda, viu um grupo de milicianos do União Nacional Africana do Zimbábue (Zanu, em inglês), partido governante, levando os três reféns. Segundo um dos trabalhadores da fazenda, vários milicianos, 14 deles armados, assaltaram e seqüestraram as três pessoas antes de fugir em um dos veículos dos fazendeiros.   Segundo o Times, os Campbell e seu genro foram colocados depois em liberdade por seus seqüestradores. A mulher acabou com o braço quebrado.

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