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FBI ajuda México a investigar morte de americanos

Funcionária do consulado dos EUA e seu marido foram assassinados ao sair de uma festa infantil em Ciudad Juárez

CIDADE DO MÉXICO, O Estadao de S.Paulo

16 de março de 2010 | 00h00

Uma equipe do FBI, a polícia federal americana, chegou ontem a Ciudad Juárez, México, para ajudar a promotoria do país nas investigações sobre o assassinato de três pessoas ligadas ao consulado dos EUA.

As mortes ocorreram em meio a um aumento da violência relacionada ao narcotráfico no México. No fim de semana, mais de 100 pessoas foram assassinadas em todo o país, 31 delas só no balneário de Acapulco, no qual foi declarado estado de alerta por causa dos crimes.

À tarde, funcionários do FBI divulgaram as circunstâncias das mortes ocorridas em Ciudad Juárez no domingo. Segundo os funcionários, um grupo de supostos traficantes abriu fogo contra dois veículos na saída de uma festa infantil organizada por um funcionário do consulado dos EUA, matando três adultos e ferindo duas crianças.

Apenas um bebê de cerca de 1 ano saiu ileso do episódio, apesar de seus pais terem morrido. O casal assassinado era americano - a mulher era funcionária do consulado. E a terceira vítima era um mexicano casado com outra funcionária da representação americana em Ciudad Juárez.

O consulado estava fechado ontem, porque era feriado no México, mas também não deve abrir as portas hoje em sinal de luto. Os EUA também anunciaram que "compensarão" os trabalhadores de suas representações em Cidade Juárez e nas cidades de Tijuana, Nogales, Nuevo Laredo, Monterrey e Matamoros que decidirem enviar seus parentes de volta para o território americano.

Os assassinatos foram atribuídos ao grupo conhecido como Los Aztecas, ligado ao Cartel de Juárez. "Não temos informação sobre se as vítimas foram escolhidas por seu trabalho no consulado", disse a porta-voz do FBI em El Paso, no Texas, Andrea Simmons.

O presidente mexicano, Felipe Calderón, deve visitar Ciudad Juárez hoje para avaliar a estratégia lançada há um mês para combater a violência na localidade.

Mais mortes. Ainda ontem, pelo menos oito supostos matadores de aluguel morreram em um tiroteio com forças de segurança mexicanas num rancho no Estado de Nuevo León, no norte do país. Eles pertenceriam ao grupo conhecido como Zetas, que presta serviços para chefes do narcotráfico. / EFE, AFP E AP

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