AFP / MOLLY RILEY
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FBI alerta para 'diáspora terrorista' após derrota do Estado Islâmico

Segundo ele, a derrota do EI no Iraque e na Síria deixará o grupo "desesperado para provar que mantém sua vitalidade

O Estado de S. Paulo

14 de julho de 2016 | 19h43

O diretor do FBI (a Polícia Federal americana), James Comey, alertou, nesta quinta-feira, 14, para a possibilidade de uma "diáspora terrorista", depois da derrota do grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, prevendo um aumento nos ataques extremistas.

"Todos sabemos que haverá uma diáspora terrorista (...) quando as forças militares tiverem esmagado o 'califado' proclamado pelo grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria", afirmou o diretor do FBI, falando diante da Comissão sobre Segurança Doméstica da Câmara de Deputados americana.

"Os milhares de combatentes" do grupo "vão para qualquer parte, e nosso trabalho é apontá-los e detê-los antes que venham para os Estados Unidos para atacar pessoas inocentes", acrescentou.

A derrota do EI no Iraque e na Síria deixará o grupo "desesperado para provar que mantém sua vitalidade, e isso tomará, provavelmente, a forma de mais ataques assimétricos, de mais esforços terroristas", advertiu.

Em meados de junho, o diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), John Brennan, informou que restavam "de 18 mil a 22 mil" combatentes do EI no Iraque e na Síria.

O EI está recuando no terreno, sobretudo, no Iraque, onde perdeu a cidade sunita de Fallujah, e acaba de reconquistar uma importante base aérea em Qayyarah, a cerca de 60 km da cidade de Mossul, principal reduto extremista do país. Isso não impediu o grupo de lançar sangrentos ataques terroristas em Bagdá e no mundo.

Também na comissão, o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Nicolas Rasmussen, disse que os reveses militares do EI no Iraque e na Síria enfraquecem o grupo. "Mas isso pode levar tempo" até que se traduza em uma redução dos ataques terroristas, afirmou.

Na quarta-feira, o diretor da CIA, John Brennan, considerou que os três atentados suicidas cometidos na semana anterior na Arábia Saudita "tinham a marca do EI". / AFP 

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