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FBI detém jovem americano por planejar atentado ao Congresso

Segundo a polícia dos EUA, Cornell teria se inspirado no Estado Islâmico; pai do jovem afirma que filho não realizaria um ataque

O Estado de S. Paulo

15 de janeiro de 2015 | 08h28


WASHINGTON - O FBI prendeu na quarta-feira um jovem que teria planejado um atentado contra o Congresso dos Estados Unidos. Christopher Lee Cornell, de 20 anos e natural de Cincinnati (Ohio), foi detido sob a acusação de tentativa de assassinato contra funcionários do governo americano.

O suspeito planejava detonar bombas caseiras no Capitólio e abrir fogo contra funcionários e congressistas que fugissem depois das explosões, de acordo com documentos judiciais aos quais teve acesso a imprensa local.

O pai de Cornell defendeu o filho em uma entrevista à rede americana CNN dizendo que ele não é perigoso e nunca teria sido capaz de executar tal operação. "Chris não é capaz de matar uma mosca. É uma pessoa adorável e amável. "É impossível que ele pudesse realizar qualquer tipo de ataque terrorista. Acho que ele foi coagido."

Cornell teria se inspirado, de acordo com os documentos, nas ações do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

O jovem, que vive com seus pais em Green Township, Ohio, chamou a atenção do FBI há vários meses, depois que um informante relatou que ele tinha expressado apoio à jihad, de maneira violenta, em uma conta no Twitter sob o pseudônimo de "Raheel Mahrus Ubaydah". Cornell teria publicado declarações, vídeos e outros conteúdos de apoio ao EI.

"Acho que deveríamos empreender a jihad sob nossas próprias ordens e planejar ataques e tudo", escreveu Cornell em mensagem eletrônica enviada ao informante em agosto, segundo o FBI. "Acho que devemos fazer nosso próprio grupo aqui, em aliança com o Estado Islâmico, e executar operações planejadas por nós mesmos", acrescentou.

O pai de Cornell explicou à CNN que o jovem tinha se interessado recentemente pelo Islã, mas nunca tinha mencionado o EI ou qualquer outro grupo terrorista. "Ele me explicou que o Islã não é um grupo terrorista. Mas uma forma de vida." /EFE

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