FBI e Swat tentam libertar criança capturada no Alabama

As autoridades da cidade de Midland, na área rural do Estado americano do Alabama, o FBI e a Swat negociavam ontem a rendição de Jimmy Lee Dykes, de 65 anos, que na terça-feira sequestrou um menino de 5 anos e se entrincheirou em um bunker que ele cavou.

ALABAMA, EUA, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2013 | 02h04

Dykes, que há pouco tempo se mudou para a cidade, lutou no Vietnã, tem um histórico de violência e stress pós-traumático e aparentemente tem um grande rancor do governo. Na terça-feira, ele matou o motorista de um ônibus escolar, capturou o menino de 5 anos chamado Ethan, e então desapareceu no refúgio que construiu.

Vizinhos de Dykes dizem que, aparentemente, ele não tem nenhuma ligação com o menino.

As negociações eram descritas como tensas e parecia que o sequestro não terminaria tão cedo. O bunker foi cavado no quintal da casa dele, perto de uma estrada de terra vermelha em uma encosta repleta de pinheiros. A polícia transformou uma igreja próxima em um centro de comando. Na estrada, equipes de rádio e TV montaram seus acampamentos para acompanhar o impasse.

Alguns vizinhos disseram a TVs locais que já haviam tido discussões com Dykes por causa de outras pessoas e cães que entraram na propriedade dele. Eles também disseram que Dykes passou os últimos oito dias cavando e transportando blocos de cimento para construir o bunker, que tem até energia elétrica.

A senadora do Alabama Harri Anne Smith disse ter informações de que o menino está bem. Ela e o deputado Steve Clouse reuniram-se com a mãe de Ethan, que queria garantias de que os remédios que o menino usa seriam entregues no bunker, assim como alimentos e um livrinho de colorir e lápis de cor.

A morte do motorista do ônibus escolar e o posterior impasse devem se tornar mais um ponto no debate nos Estados Unidos sobre o controle de armas.

Muitas pessoas na cidade têm armas e acreditam que elas não são o problema, mas sim a saúde mental. Nas imediações do bunker, curiosos argumentavam em favor de os motoristas de ônibus carregarem armas. / AP e NYT

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