Al Drago/The New York Times
Al Drago/The New York Times

FBI faz busca e apreensão em escritório de advogado pessoal de Trump

Promotores em Manhattan obtiveram o mandado de busca depois de autorização do promotor especial, Robert Mueller III, que investiga a interferência da Rússia nas eleições americanas em conluio com a campanha de Trump

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2018 | 17h37

O FBI fez uma operação de busca e apreensão nesta segunda-feira, 9, no escritório do advogado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Michael D. Cohen, confiscando registros e documentos relacionados a vários tópicos, entre eles pagamentos a atriz de filmes pornográficos Stormy Daniels.  

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Stephanie Clifford, conhecida como Stormy Daniels, alega que teve um caso com Donald Trump entre 2006 e 2007, e que fez um acordo com Trump antes das eleições de 2016, em que recebeu US$ 130 mil para não revelar o affair. Trump nega que tenha tido um caso com a atriz pornô e garante que não fez qualquer tipo de acordo com ela.

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O advogado pessoal de Trump, Michael Cohen, foi o responsável pelo acordo. Ele também afirmou que ele foi o único responsável pelos pagamentos à atriz. Os pagamentos à Stormy Daniels são apenas um dos muitos tópicos que estão sendo investigados, de acordo com o relato de uma fonte ao New York Times.

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Promotores federais em Manhattan obtiveram o mandado de busca depois de receberem uma autorização do promotor especial, Robert Mueller III, que investiga a interferência da Rússia nas eleições americanas em conluio com a campanha de Trump. De acordo com o advogado de Cohen, a operação foi “completamente inadequada e desnecessária”. 

Entre os documentos apreendidos estão e-mails, documentos fiscais e registros de negócios. Os registros apreendidos incluem comunicações entre Trump e Cohen, o que provavelmente exigiria uma equipe especial de agentes para revisão, porque as conversas entre advogados e clientes são protegidos por lei na maioria dos casos.

As buscas não parecem estar diretamente relacionadas à investigação de Mueller sobre a Rússia, mas provavelmente resultou de informações que ele havia descoberto e deu aos promotores em Nova York, informou o New York Times.

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“Hoje, o Escritório do Procurador Geral dos EUA para o Distrito Sul de Nova York executou uma série de mandados de busca e apreendeu as comunicações privilegiadas entre meu cliente, Michael Cohen e seus clientes", disse Stephen Ryan, advogado de Cohen. “Fui informado por promotores federais que a ação em Nova York é, em parte, uma recomendação do Gabinete do Conselho Especial, chefiado por Robert Mueller.”

Cohen desempenha um papel em vários aspectos da investigação comandada por Mueller sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016. Ryan disse que Cohen cooperou com as autoridades e entregou milhares de documentos a investigadores do Congresso que investigam a interferência eleitoral na Rússia.

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