FBI grampeia a Al-Qaeda, mas não ouve as fitas

A despeito de grandes aumentos de verba e pessoal, o FBI continua atrasado na tradução de diversas gravações de material da Al-Qaeda, e enfrenta uma gigantesca pilha de material ainda não traduzido, produzido por investigações sobre espionagem e terrorismo, mostra auditoria do Departamento de Justiça. O relatório, divulgado pela inspetoria-geral do Departamento, mostra que mais de um terço de todos os grampos autorizados contra a Al-Qaeda não foram analisados até 12 horas após terem sido gravados. Esse prazo havia sido definido pelo diretor do FBI, Robert Mueller.Desde 11 de setembro de 2001, mais de 123.000 horas de áudio em línguas associadas a terroristas ainda não haviam sido revisadas até abril de 2004, e mais de 370.000 horas de áudio relacionadas a atividades de contra-espionagem continuavam sem ter sido ouvidas."Não ajuda nada o FBI ter os planos de ataque dos terroristas em mãos e não ser capaz de ver ou ouvir o que o plano é", disse o senador Charles Grassley, do Partido Republicano.

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