Eric Thayer/The New York Times
Eric Thayer/The New York Times

FBI grampeou ex-diretor de campanha de Trump

Equipe que investiga se a Rússia interferiu nas eleições americanas recebeu detalhes das comunicações interceptadas

O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2017 | 22h11

WASHINGTON - O ex-diretor da campanha republicana na eleição presidencial dos Estados Unidos do ano passado, Paul Manafort, foi grampeado secretamente pelo FBI (a polícia federal americana) antes e depois das eleições, informou a rede de TV CNN nesta segunda-feira.

De acordo com a rede de TV, as gravações continuaram até o início deste ano, um período em que Manafort e o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda estavam se comunicando, embora não estivesse imediatamente claro se as conversas entre os dois haviam sigo gravadas.

A CNN afirmou que a equipe de investigação do conselheiro especial Robert Mueller, que investiga a suposta interferência da Rússia na eleição, recebeu detalhes sobre as comunicações de Manafort que foram interceptadas. As fontes disseram à CNN que os investigadores do FBI ficaram preocupados com o fato de Manafort estar encorajando a interferência russa nas eleições.

No início deste verão, a casa de Manafort foi vasculhada pelo FBI e seu porta-voz foi intimado a colaborar com a investigação de Mueller. No fim de agosto, foi relatado que o conselheiro especial estava trabalhando com o procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, em sua investigação sobre Manafort para compartilhar provas potenciais de crimes financeiros. Em uma reportagem publicada nesta segunda-feira, o New York Times disse que Mueller afirmou a Manafort que planejava acusá-lo.

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